Profissionais dão dicas para evitar problemas Por Magno Lopez
Para muitas mulheres, o salto alto é uma das caracterÃsticas que não pode faltar em um sapato. Algumas falam que o artifÃcio turbina o bumbum e coloca o peito para frente deixando a mulher muito mais bonita e imponente. Mas, a vaidade pode levar a problemas de posturas ou até mesmo nos pés, pelo menos é o que advertem os fisioterapeutas. E os danos são proporcionais ao tamanho do salto utilizado; quanto maiores eles são, mais dores e problemas ortopédicos podem causar.
Entre as alterações apontadas pelos profissionais da saúde estão os encurtamentos dos músculos da panturrilha, desvios nos pés e lesões na coluna e nos joelhos. "Mesmo com todos os problemas, constatamos que as pessoas deixam a vaidade sobressair e continuam o uso desses tipos de sapatos. Muitas delas usam por necessidade do trabalho e vêem a aparência falar mais alto do que o bem estar fÃsico", disse o fisioterapeuta Wescley José de Souza.
Este é o caso da en-genheira de produção, Carolina Bedin, 27 anos, que usa saltos desde os 14 anos. "Sinto dores de vez enquanto, mas devido a minha profissão não tem como deixar de usá-los. Pela manhã ainda tento evitar, mas a noite sempre os utilizo", contou.
Para a fisioterapeuta Ana Luiza Gandra Torres, a longo prazo os problemas se refletirão na mudança de postura, pois as curvaturas da coluna vão sofrendo mudanças, o que vai gerar dores conhecidas popularmente como lombalgias. "Precisamos conscientizar as mães que acham bonitinho as filhas cada vez mais novas usarem salto. Esta prática precisa ser combatida, pois podem provocar problemas cada vez mais cedo na mulher".
Mas, para aquelas que já sentem os efeitos do salto alto, ainda podem se tratar. Com a ajuda de fisioterapeutas é possÃvel fazer alongamentos e exercÃcios de reeducação postural. Outra estratégia utilizada por estes profissionais é a avaliação do formato do pé para que seja apontado ao paciente o tipo de sapato mais confortável.
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Dicas
• O ideal seria intercalar o uso do salto com o do tênis ou das rasteirinhas, assim a musculatura fica em estágio intermediário. Sandálias e chinelos são os modelos que mais se adaptam aos pés;
• Escolha um sapato que não se enrole todo. É necessário que seja flexÃvel para gerar conforto;
• Mas atenção, calçados fechados de borracha e outros materiais sintéticos, como o tênis, facilitam o aparecimento de micoses. Ele deve ser arejado e não deve ser usado 2 dias seguidos. É preciso deixá-lo fora do armário, se possÃvel no sol;
• Modelos com bico fino facilitam o aparecimento de unhas encravadas. Para evitar o problema é preciso cortar a unha de modo a deixá-la quadrada e sem pontas;
• Os solados tipo plataforma também são uma boa opção porque ajudam a manter o equilÃbrio mais facilmente;
• Fuja, ou reserve para ocasiões muito especiais, os sapatos de salto fino ou agulha, que são pouco estáveis e facilitam uma torção.
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