Congresso Mineiro de Psicologia discute formas de atuação da classe
Por Larissa de Assis
Seguindo o cronograma acadêmico da Faculdade de Minas, FAMINAS, essa semana, nos dias 24 a 26, foi a vez dos alunos de Psicologia ultrapassarem o conteúdo da sala de aula e aprenderem um pouco mais sobre a profissão. É nessa perspectiva que a instituição promove o Congresso Mineiro de Psicologia, com o tema: “Psicologia e Interdisciplinaridade: da teoria à pratica”. A proposta é contextualizar sobre atuação da classe nos dias de hoje, trazer profissionais renomados de outros campos, abordar temas atuais e promover interação social entre os alunos de todos os períodos.
Diferente dos eventos que ocorreram no ano, a Psicologia foi o único curso que realizou congresso individual. Mas, segundo a coordenadora do curso, Gisele Braga de Aquino, ao escolherem um tema focado na interdisciplinaridade, puderam resgatar a interação com as outras áreas de atuação em saúde. “O congresso trabalha a diversidade das formações e os temas transversais que várias disciplinas podem discutir. Então vamos ter profissionais do Direito, Farmácia e de outros cursos de áreas afins, acreditamos que assim estamos contribuindo para que a nossa formação se dê de uma maneira melhor”.
Prestigiando o evento e também uma das palestrantes, a presidente da Associação Brasileira de Ensino de Psicologia, Dra. Mônica Helena Gianfaldoni, apóia a iniciativa. Ela explica que atualmente é muito difícil imaginar que alguém possa fazer intervenção sozinho, tendo em vista que cada vez mais áreas se juntam para a compreensão do fenômeno psicológico. Para a Dra Mônica, a psicologia surgiu principalmente para minorar o sofrimento da população, mas ela nunca vai conseguir contribuir amplamente sozinha. “Nem sequer defenderíamos essa idéia. Dentro dessa profissão, qualquer abordagem que fazemos, deve ser em uma psicologia social, ou seja, que pensa o lugar onde estar inserida, as suas necessidades, demandas e trabalha sobre elas”.
Dentre tantos temas, a valorização do profissional e importância dele estar inserido na sociedade também foi alvo de uma das palestras. Nessa terça-feira, por exemplo, a psicóloga e professora da FAMINAS, Patrícia Matos Rodrigues, falou sobre “Redução de danos: saúde e cidadania”, com angulação nas estratégias desse profissional para abordar o uso das drogas é a redução de danos.
Durante a abordagem do assunto a professora mostrou que o trabalho dos psicólogos é fazer um laço com os dependentes químicos, para convocar essa responsabilidade frente a vulnerabilidade que eles se encontram. Para que os alunos tivessem melhor entendimento ela buscou exemplos de um projeto que ela participa na cidade de Juiz de Fora.
É exatamente por causa dessa metodologia que o evento contribui na formação acadêmica, e o aluno do terceiro período, José Gabriel, é um bom exemplo. Coordenador há 10 anos do COMVIDA ele diz que tem muita coisa que não da pra aprender na sala de aula, e que por meio desse encontro com profissionais mostrando a prática da profissão, fica mais fácil. “Acho que qualquer conhecimento a mais, para nós que estamos fazendo a graduação, é valido. Apesar de já ter um conhecimento prático com meu trabalho em uma entidade filantrópica, após a palestra da Professora Patrícia tenho uma visão diferente sobre a redução de danos, exatamente por causa do que aprendi”, disse.
Mas José Gabriel não foi o único a valorizar o evento. Os três dias de conhecimento atraíram a maioria dos alunos do curso, pois dos 190 matriculados, cerca de 160 estiveram participando.
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